
Inspirado no lendário MiG-21 soviético, o Chengdu J-7 é um caça leve chinês que entrou em serviço nos anos 1960. Por décadas, foi a espinha dorsal da defesa aérea da China e teve grande presença em mercados internacionais, com vendas para países da Ásia, África e Oriente Médio.
Apesar de ultrapassado pelos padrões atuais, o J-7 ainda está em operação em algumas forças aéreas, principalmente como aeronave de treinamento ou defesa aérea de baixo custo. Na Coreia do Norte, estima-se que existam mais de 100 unidades do J-7 ou de seu equivalente soviético MiG-21 — muitos deles, porém, fora de operação.

Por ser uma aeronave leve e de estrutura simples, o J-7 é considerado uma boa base para adaptações, como mísseis-alvo, aeronaves remotamente pilotadas e, como no caso do drone Saebyeol-4, possíveis projetos experimentais.
Acredita-se que o Saebyeol-4 tenha aproveitado partes do trem de pouso e possivelmente o motor do J-7, o que sugere uma tentativa norte-coreana de desenvolver tecnologia de drones avançados a partir de componentes disponíveis em seu arsenal.

Ficha Técnica – Chengdu J-7 (F-7)
| Especificação | Detalhes |
|---|---|
| Origem | China (baseado no MiG-21 soviético) |
| Fabricante | Chengdu Aircraft Corporation |
| Tipo | Caça leve/interceptador supersônico |
| Primeiro voo | 1966 |
| Entrada em serviço | 1967 |
| Tripulação | 1 piloto |
| Comprimento | ~14,9 m |
| Envergadura | ~7,15 m |
| Altura | ~4,1 m |
| Peso vazio | ~5.300 kg |
| Peso máximo de decolagem | ~9.100 kg |
| Motor | 1 × turbojato WP-7B (versão chinesa do Tumansky R-11) |
| Empuxo | ~6.000 kgf com pós-combustor |
| Velocidade máxima | ~2.000 km/h (Mach 2.0) |
| Alcance | ~2.000 km (com tanques externos) |
| Teto operacional | ~17.000 m |
| Armamento | 2 canhões de 30 mm + até 2.000 kg de cargas externas |
| Carga útil típica | Mísseis ar-ar, foguetes, bombas leves |
| Usuários notáveis | China, Paquistão, Bangladesh, Irã, Egito, Coreia do Norte, entre outros |
Fotos: Wikimedia. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
